Casa de Criadores
Os ancestaris foram evocados com os toques dos tambores japoneses no inicio do evento - Casa de Criadores, Primavera-Verao 2010.
Em meio a muitos fashionistas, convidados e celebridades podemos assitir a muita criacao e ousadia nos desfiles desta semana e conferir inovacoes e colecoes fabulosas.
R. Rosner, mostra realmente o que é uma roupa bem feita. A coleção é feita, basicamente, de tubos curtos e tomara-que-caia, cobertos por tecidos leves, que formam saias longas, feitas para deixar transparecer as pernas. O vestido que é coqueluxe dos tapetes vermelhos, o que tem a saia mais longa atrás e mais curta na frente apareceu bastante, e melhor ainda, em cores suaves, que impede que sem cuidado o vestido fique vulgar no corpo. Ele mistura drapeados de cetim de seda com bordados ricos de pedraria ou com muitos laços. Mangas bufantes, de organza acinturados curtinhos, de tule bordado, e tubinhos de tafetá. O romantismo é uma característica do trabalho do estilista, que transporta a delicadeza das ladies antigas para as princesas urbanas que se acreditam que cidades podem ter a magia dos castelos.
Em meio a muitos fashionistas, convidados e celebridades podemos assitir a muita criacao e ousadia nos desfiles desta semana e conferir inovacoes e colecoes fabulosas.
R. Rosner, mostra realmente o que é uma roupa bem feita. A coleção é feita, basicamente, de tubos curtos e tomara-que-caia, cobertos por tecidos leves, que formam saias longas, feitas para deixar transparecer as pernas. O vestido que é coqueluxe dos tapetes vermelhos, o que tem a saia mais longa atrás e mais curta na frente apareceu bastante, e melhor ainda, em cores suaves, que impede que sem cuidado o vestido fique vulgar no corpo. Ele mistura drapeados de cetim de seda com bordados ricos de pedraria ou com muitos laços. Mangas bufantes, de organza acinturados curtinhos, de tule bordado, e tubinhos de tafetá. O romantismo é uma característica do trabalho do estilista, que transporta a delicadeza das ladies antigas para as princesas urbanas que se acreditam que cidades podem ter a magia dos castelos.
João Pimenta, sempre traz em seus desfiles, um tema diferente e pouco explorado por outras marcas, tudo fica mais interessante. João Pimenta se inspirou no homem caipira, aquele do campo mesmo. O corte em viés compôs a maioria dos looks da coleção, deixando as roupas bem fluídas no corpo. Calças em diversos cortes, camisas transparentes, macacões. O paletó foi a peça principal, apareceu muito e transcorre a idéia do estilista de trazer uma alfaiataria mais moderna e confortável. A coleção começa em branco, depois vai passando por tons pastéis suaves até chegar aos mais escuros no final, verdes-musgo e uma estampa. Peças usáveis e super modernas para os homens. O que era difícil de imaginar, o luxo da moda foi pra roça e mostrou o que ela tem de melhor.
Gustavo Silvestre, traz como fonte de inspiracao, os caleidoscópios, um objeto óptico que com jogo de espelhos, forma infinitas imagens gráficas. A inspiração era abrangente, com muitas possibilidades de criação, mas se estendeu apenas em estampas com variações de cores do pôr do sol, pretinhos básicos com aplicações de placas metalizadas, o que não atendeu as expectativas. A peça chave foi o vestido tubinho tomara-que-caia. Vale lembrar da evidência aos ombros, que é super tendência e valoriza muito a mulher. As melhores peças são as primeiras do desfile, estampas gráficas coloridas e muito alegres, lindas para o verão tropical brasileiro. Já os pretinhos não funcionaram tão bem, mas as roupas mais literais do final podem servir como escapismo para noites mais chiques.
Karin Feller, usa
como inspiração a “diversidade da vida urbana”, o desfile foi repleto de laços, babados, nós em malharia. Shortinhos e camisetões soltos, silhueta ampla, estilo “mendigo cool”. O melhor da coleção foi o vestido laranja flúo ajustado com nós na lateral e os colares compridos. O Streetwear ficou bem jovem, mas informal demais.
Em Prints I Like o próprio verão é o ponto de partida para a coleção de Luisa Aguiar, da Prints I Like, que investiu na mulher mais adulta deixando a meninha de lado nesta coleção. Vestidos, estampas coloridas com cores, batas, decotes, ombro só. As estampas do final são lindas, e o paletó-regata Pink é tendência.
Com ADD, muita estampa, xadrezes em tons fortes, ora em tons mais sombrios, cartela de cores em de lilás, amarelão, cinza e o vermelho incandescente.
Gravata fina, chapeus coco, shortinhos curtos com referências aos anos 70's são destaques da coleção, que trouxe o foco comercial em todos seus modelos.



Danilo Costa trouxe Moda suave e com fortes inspiracoes na arte pop do americano Jeff Koons que traz looks em tons pasteis, onde o universo infantil sobressai, óculos exclusivos em parceria com a Tecnol compunha o styling da coleção.
Macaquitos masculinos com diversos botões, calças ajustadas e afuniladas, micro shorts, sungas, camisetas divertidas de sorvete de casquinha, ursinhos e coracoes marcam a passarela de lolitos.



Arnaldo Ventura e um batalhão de soldados sofridos, em uma farda fantastica deu inicio ao desfile, onde o estilista apresentou uma alfaitaria empecavel em cambraia e linho com referências militares e étnicas, tons claros de beges e brancos predominaram o desfile que em contra partida trouxe tons fortes, como o laranja e o fúcsia.
A silhueta nos ombros e nas saias com cintura bem marcada e longas criaram uma imagem de mulher forte e guerreira. Turbantes e coroas de cipo, deram um ar religioso ao desfile, que ensenou uma piedade aos soldados em sofrimento, que pedem PAZ com seus fortes olhares.



As Gêmeas se inspirou no México, e de lá elas trouxeram as cores fortes nos bordados que permaneceram em todas as peças. Azul, verde, vermelho, amarelo nos muitos vestidos amplos e alguns com cintura marcada. Tafetá-lurex colorido e renda guipire foram utilizadas fugindo do clichê ‘México com roupas vibrantes típicas’, pincelando a coleção para o dark. Muitos looks foram incrementados por rosas e margaridas coloridas como broche, em paletós e vestidos. Os acessórios foram simplesmente lindos; verdes, vermelhos misturados ao dourado vibrante em formas geométricas e grafismos. Roupas criativas, bonitas e com um acabamento perfeito, mas a coleção ficou um pouco pesada para o verão devido ás rendas pretas.
Marcelu Ferraz e sua coleção masculina “New Navy”, inspirada na obra da artista argentina Leonor Fini. Na entrevista, diz que em comum com a obra de Fini, seu trabalho tem o surrealismo sem medo dos tabus e críticas. Na opinião de Marcelo, o mercado brasileiro da moda masculina não é conservador, mas existe uma falta de coragem dos homens de usar roupas mais ousadas e sair dos clássicos, mas que essa realidade está mudando com o aumento dos metrossexuais, que estão cada vez mais se preocupando com o modo de se vestir. A Marca Marcelu Ferraz e vendida fora do Brasil, em Londres. O estilista já fez roupas para mulheres, e hoje e faz exclusivamente para a atriz Cris Viana, mas descobriu que o que ama fazer de verdade é roupa masculina.
O desfile tinha duas cores: branca e verde-limão, era composto por sungas com nós nas laterais, camisetas com decote V, transparências, macacões, coletes, paletós, calças, bermudas. Maxi-bags também apareceram. Os acessórios eram de ossos e as roupas só fugiram das cores branco-verde quando continham a estampa em tons de cinzas. A coleção evidencia o homem com um sexy appeal marcante e roupas usáveis e comerciais, mas com um toque especial.



O desfile tinha duas cores: branca e verde-limão, era composto por sungas com nós nas laterais, camisetas com decote V, transparências, macacões, coletes, paletós, calças, bermudas. Maxi-bags também apareceram. Os acessórios eram de ossos e as roupas só fugiram das cores branco-verde quando continham a estampa em tons de cinzas. A coleção evidencia o homem com um sexy appeal marcante e roupas usáveis e comerciais, mas com um toque especial.



NoHayBanda trouxe teorias sobre a luz, cores e opacidades serviram como ponto de partida para o trio de estilistas criar uma desfile com tons OFF - white, azul bebê, verde claro, lilás, amarelinho, foram as cores usadas nas sedas que deram um ar leve a coleção. Drapeados, babados, recortes, pregas, tecidos em camadas, transparências, decote nas costas. Saias, blusas, vestidos fluor, coletes, calça saruel, silhueta ajustada.
As modelos pareciam flutuar com a graciosidade e delicadeza das roupas que caíram perfeitamente sobre o corpo. Estampas foram deixadas de lado, para focar bem a modelagem padrao.
Tony Jr. se inspirou no fotógrafo Carl Kleiner, com referências a geometria, sobreposiçoes de recortes de tecidos, parecendo papéis coloridos foram as estampas de diversas pecas. Vestidos de modelagem simples, cores vibrantes, macacões com cores pastéis, estampa quadriculada colorida e bordados geométricos, trouxeram muita missigenacao a colecao.
Vale destacar a maquiagem de Max Weber, gráfica e colorida, com acetato colado em volta dos olhos e na boca, iluminou e deu vida ao rosto das modelos.
As modelos pareciam flutuar com a graciosidade e delicadeza das roupas que caíram perfeitamente sobre o corpo. Estampas foram deixadas de lado, para focar bem a modelagem padrao.
Tony Jr. se inspirou no fotógrafo Carl Kleiner, com referências a geometria, sobreposiçoes de recortes de tecidos, parecendo papéis coloridos foram as estampas de diversas pecas. Vestidos de modelagem simples, cores vibrantes, macacões com cores pastéis, estampa quadriculada colorida e bordados geométricos, trouxeram muita missigenacao a colecao.
Vale destacar a maquiagem de Max Weber, gráfica e colorida, com acetato colado em volta dos olhos e na boca, iluminou e deu vida ao rosto das modelos.



Der Metropol do estilista Mario Francisco retira desta temporada o feminino e foca apenas no masculino de sua Der Metropol que trouxe uma coleção inspirada na proteção para o caos urbano com estamparia própria, a imagem de um cactus visto de cima. Jaquetas,blazers e calças ganham recortes futuristas as pecas.
Estampas e grafismo vão do preto ao magenta e fazem um streetwear descomplicado. Sobreposição de golas, tênis em vinil e moletom repaginado atendem bem aos meninos modernos que compõem o público da marca.
Estampas e grafismo vão do preto ao magenta e fazem um streetwear descomplicado. Sobreposição de golas, tênis em vinil e moletom repaginado atendem bem aos meninos modernos que compõem o público da marca.



Diva de Andréa Ribeiro tem duas coleções: a Diva e a Didi, que tem praticamente os mesmos critérios, mas a primeira é uma roupa mais elaborada, para a noite, e a segunda, mais básica, para o dia-dia. A estilista é fã da Maria Bonita Extra, e se espelha na marca, adorando a delicadeza também da Chanel na época de Coco, Yves Saint Laurent, Cristian Dior e algumas criações de Marc Jacobs. Para o verão 2009/2010 a estilista afirma ser a coleção mais romântica que já fez, inspirada em papel de carta, com sobreposições de tecidos e recortes, e modelagem clássica masculina. Cores pastéis, beges, rosados, azuis, com poás. As roupas recebiam aplicações de flores e strass até demasiadamente, apresentando laços, babados, balonês. O romantismo é uma característica da marca, que adora muito vestidos fluidos com silhueta ampla. Listras, coletes, estampa em rosas douradas também apareceram. A coleção parecia viver dentro de um conto de fadas, com ares de menina, sem decotes ou modelagens justas. Algumas peças eram um pouco carregadas, e outras difíceis de usar no verão, mas tudo bonito de olhar.
Andre Phergom e sua coleção inspirada no livro “O Caçador de Pipas”, principalmente no momento da passagem do torneio de pipas. Pipas em recortes na alfaiataria e em camisas, formas geométricas em camisetas coloridas de cores vibrantes. Transportando o universo lúdico para as passarelas, apresentou shorts, camisetas, calças, tudo muito colorido, ótimas estampas geométricas. Misturou tecidos mais comerciais como tricô e malha, com os mais nobres como tafetá brilhante. As estampas eram muito bonitas, destaque para uma calça cintilante em azul.



e fechando com chave de diamantes, Walério Araújo, o estilista queridinho do momento, nesta Casa de Criadores fez um verão com “o seu ponto de vista sobre a arte”, um trabalho paciente e dedicado e que encher os olhos das pessoas com arte e moda. Em entrevista ele fala da sociedade que necessita de arte, e entao ele tem como objetivo atendê-la. Walério não tem vergonha de assumir a crise, pois ela é mundial, mas está estabilizando a sua marca e recebendo oportunidades maravilhosas.
Muito brilho e transparência foram mostrados, o dourado reluziu em macacões, vestidos, balonês, texturizados. Maiô com pedrarias fantásticos, vestido de alcinhas finas em ouro e prata da princesa Luana Teifke, que realmente foi maravilhoso.
O estilista criou uma estampa com a foto de um homem e uma mulher nus, que estampou vestidos e camisetas expondo um nu artistico e natural, sem hipocrisia como ele mesmo afirma.
Babados, franjas, e até um vestido feito com tampa de azeite mostrou o espírito divertido do desfile que encerrou a Casa de Criadores com exclusividade e exageros no styling.



E assim finalizo esta materia ao som de Ella Fitzgerald.
A arte, musica e moda presentes.
Materia jornalistica: Bruno Tajes e Isabela Serafim
Fotografias: Silvia Boriello
Fotografias: Silvia Boriello