SPFW 2009 - Outono Inverno
...e o frio do inverno chegou nas passarelas de São Paulo.
"O tico tico lá... o tico tico cá"... e Carmen Miranda veio emprestar sua luz aos refletores e flashes da SPFW 2009. Em ritmo de tropicalismo e brasilidade, entramos nesta semana do maior evento de moda do Brasil. Pois moda, na SPFW é muito mais que apenas o vestir, é o comportar, é o fazer.... é ESTILO.


"Assim, entre salas de desfiles, lounges e comidinhas, entre passarelas e bastidores, deixo aqui meu parecer desta festa da criação e inovações 2009."
NEON

Estilo é o que não falta na Neon, marca que encerrou o SPFW outono/inverno 2009 com chave de ouro. Inspirada em bailes, as modelos entravam em dupla, como nos desfiles antigos. A marca apresentou primeiramente longos com estampas alegres e coloridas, peças dégradés, um biquíni e um maiô, palhas com canutilhos de madeira pintada, plissados, vestido com saia ultra armada, tubos estampados e lisos, paetês marcando a linha Rubi (linha de roupas de festa, que pretendem ampliar a modelagem da Neon) e por fim, merece destaque a saia dourada estilo forma de brigadeiro usada por Bruna Tenório. Dudu Bertholini e Rita Comparato fizeram um belo trabalho, roupas com identidade, estilo; arrancando gritos da platéia. Sem dúvidas, arrasaram.
ALEXANDRE HERCHCOVICH masculino

Alexandre Herchcovitch (masc.) sabe mais do que fazer roupa, sabe criar moda. E ele faz jus à fama que tem. Nesta coleção de inverno para homens, ele se inspirou em marinheiros. Roupas com muito mais do que o típico navy, ele usou muito vermelho tomate e preto, salpicados de azul em alguns pontos. O xadrez apareceu muito, e analisando muitas coleções do SPFW já virou tendência, e aqui, aparece em azul, preto, plastificado, vermelho. Um ótimo trabalho de alfaiataria, casacos que são sucesso, estampas que vão pegar, muito plastificado e até matelassê em uma jaqueta preta. Cor, estampa, textura, trabalho bem feito, tendência. A silhueta está mais ajustada, e alguns tricôs completam a coleção que prova que o estilista se supera a cada coleção e que é um dos grandes nomes da moda nacional.
MARIA GARCIA

O cantor da banda The Smiths, Morrissey e sua música 80’s serviu de inspiração para Camila Cutolo, estilista da Maria Garcia, que trouxe ás passarelas branco, cinza claro, chumbo, preto, rosa pálido e um amarelo berrante que serviu para alegrar as cores neutras. Calças secas e curtas, botas de bico fino arredondado, paletós sequinhos; vestidinhos curtos, acinturados, sobrepostos de camisas de seda transparentes. Máxi colares com pérolas de tamanhos grandes, aplicações de rendas e detalhes aplicados nas roupas também apareceram. Destaque para as bolsas de corrente em forma de bomba de desenho animado. Uma coleção delicada, nada sexy, do melhor estilo menininha tímida e muito charmosa.
JEFERSON KULIG

SAMUEL CIRNANSCK
A mulher forte da Animale nesta estação desfilou no tecnológico, futurístico. A alfaiataria requintada e cheia de detalhes, como zíperes pesados e pregas anatômicas, aparece em jaquetas secas com volumes estratégicos e calças de cavalo mais baixo e a transparência aparece em tricôs ultra tecnológicos e vestidos soltinhos. A cartela de cores, é chia de beges, brancos, Off White algumas produções salpicadas com cores mais fortes, como rosa, roxo e amarelo. Estampas futurísticas, modernas, roupas com nervuras, modelagens variadas. A super top Raquel Zimmerman deu um brilho á mais na passarela. Parabéns para a bela iniciativa da Animale de olhar para frente, usar tecidos novos, e não fazer moda resgatando as décadas passadas.
O ESTUDIO
ERIKA IKESIL
F H

Abrindo a semana de moda de São Paulo a F H de Fause Haten não deu atenção a crise desfilando ao som da orquestra de Heliópolis e com looks exuberantes, específicos para noites glamurosas, variando a silhueta a todos os gostos, das slim, ás máxis. Os tecidos usados para as roupas foram os mais nobres, muito tafetá, tule, cetim; e os detalhes ficaram excessivos com drapeados, plissados, maxi-golas, mangas bufantes, bordados, laços, entre outros. Cores como branco, amarelo, salmon, coral e vermelho fizeram a coleção sair do clichê só preto no inverno, mas as roupas se tornaram produções muito pesadas mesmo para as festas. Um trabalho bonito e bem feito, mas um pouco pesado.
E OS LOUNGES também trouxeram muito GLAMOUR e o tema brasilidade foi muito bem abordado por todos... deixo aqui o meu parecer... .
TAM
Vencedora do troféu de melhor comidinha de lounge, com a Casquinha de Camarão com Farofa de Dendê - buffet Brasil a Gosto, de Ana Luiza Trajano, a TAM trouxe peças exclusivas de decoração, garimpadas como esmeraldas por todo o Brasil - além do conhecido eixo Rio-SP, mas também norte, sul, nordeste e centro-oeste, onde nossa autenticidade tem as suas raízes. O som regional e contagiante de tambores e batuques integrava os convidados , que eram ainda presenteados com uma garrafinha de areia com a escrita SPFW e com a presença de famosos, como o estilista Walério Araujo, queridíssimo da semana de moda de Casa de Criadores.
, .
O belissimo vestido branco de Lino Vilaventura, transformado, por uma bordadeira, em uma perfeita obra de arte com pedrarias, encheu os olhos de todos que passavam pelo stand. Moda vai além do glamour, moda é autenticidade.
Em uma passada rapidinha pelo espaço do Estado de São Paulo - afinal, o frissom não deixava que nada fosse perdido, viu-se a nostalgia e a gala de décadas passadas. Lá brilharam a noite dos cabarets dos anos 30 e a réplica do lustre do Hotel Glória no Rio de Janeiro. Sucesso com estilo de época.


"O tico tico lá... o tico tico cá"... e Carmen Miranda veio emprestar sua luz aos refletores e flashes da SPFW 2009. Em ritmo de tropicalismo e brasilidade, entramos nesta semana do maior evento de moda do Brasil. Pois moda, na SPFW é muito mais que apenas o vestir, é o comportar, é o fazer.... é ESTILO.


"Assim, entre salas de desfiles, lounges e comidinhas, entre passarelas e bastidores, deixo aqui meu parecer desta festa da criação e inovações 2009."
NEON
Estilo é o que não falta na Neon, marca que encerrou o SPFW outono/inverno 2009 com chave de ouro. Inspirada em bailes, as modelos entravam em dupla, como nos desfiles antigos. A marca apresentou primeiramente longos com estampas alegres e coloridas, peças dégradés, um biquíni e um maiô, palhas com canutilhos de madeira pintada, plissados, vestido com saia ultra armada, tubos estampados e lisos, paetês marcando a linha Rubi (linha de roupas de festa, que pretendem ampliar a modelagem da Neon) e por fim, merece destaque a saia dourada estilo forma de brigadeiro usada por Bruna Tenório. Dudu Bertholini e Rita Comparato fizeram um belo trabalho, roupas com identidade, estilo; arrancando gritos da platéia. Sem dúvidas, arrasaram.
ALEXANDRE HERCHCOVICH masculino
Alexandre Herchcovitch (masc.) sabe mais do que fazer roupa, sabe criar moda. E ele faz jus à fama que tem. Nesta coleção de inverno para homens, ele se inspirou em marinheiros. Roupas com muito mais do que o típico navy, ele usou muito vermelho tomate e preto, salpicados de azul em alguns pontos. O xadrez apareceu muito, e analisando muitas coleções do SPFW já virou tendência, e aqui, aparece em azul, preto, plastificado, vermelho. Um ótimo trabalho de alfaiataria, casacos que são sucesso, estampas que vão pegar, muito plastificado e até matelassê em uma jaqueta preta. Cor, estampa, textura, trabalho bem feito, tendência. A silhueta está mais ajustada, e alguns tricôs completam a coleção que prova que o estilista se supera a cada coleção e que é um dos grandes nomes da moda nacional.
MARIA GARCIA
O cantor da banda The Smiths, Morrissey e sua música 80’s serviu de inspiração para Camila Cutolo, estilista da Maria Garcia, que trouxe ás passarelas branco, cinza claro, chumbo, preto, rosa pálido e um amarelo berrante que serviu para alegrar as cores neutras. Calças secas e curtas, botas de bico fino arredondado, paletós sequinhos; vestidinhos curtos, acinturados, sobrepostos de camisas de seda transparentes. Máxi colares com pérolas de tamanhos grandes, aplicações de rendas e detalhes aplicados nas roupas também apareceram. Destaque para as bolsas de corrente em forma de bomba de desenho animado. Uma coleção delicada, nada sexy, do melhor estilo menininha tímida e muito charmosa.
JEFERSON KULIG
O inverno de Jefferson Kulig é minimalista, prático. A cartela de cores exibe preto, roxo, cinza, prata e até uma seqüência de rosas. Silhuetas recortadas, transpassadas, enfeitadas com pespontos, nervuras, fios de silicone e franjas eletromagnéticas. O silicone não funcionou tão bem e poderia ter ficado de fora, mas os looks pretos do início são os melhores da coleção. Cintos lagos, zíperes aparentes e brilhos também apareceram, e o esmalte totalmente cinza na unha das modelos promete pegar. Nos looks tecnológicos e nas silhuetas, o estilista acertou.
AMAPÔ
A Amapô fez seu inverno colorido, estampado, pop, jovem, alegre. A primeira entrada foi estrelada pela linda Fernanda Lima. Estampas psicodélicas, com direito a coloridas imagens de deusas indianas, tomaram conta dos vestidos leves, molengos, transpassados, com babados, amarrações e assimetrias. Mistura de cores, de brilhos, de estampas. Alfaiataria esportiva com recortes irregulares. Mistura de shorts e vestidos por cimas de leggins, blusas com coletes+casacos, sobreposições de tecidos, estampas e peças. As cores: preto, azul, branco, bege, ouro, prata e estampado. Carô e Pitty fizeram um bom trabalho na modelagem e trouxeram uma rave urbana para as passarelas.
A temática de Glória Coelho era “O ET abduziu a duquesa”. A cartela de cores é pura elegância, com muito preto, cinza, branco, off-white e bege. As calças eram justas, chamando atenção para a parte de cima, o melhor do desfile foi um trabalho maravilhoso na alfaiataria, casacos com aplicações e detalhes femininos e as golas também apareceram. Os tecidos, os mais nobres: organza, cetim, tule e veludo. Jaquetas e casacos com mangas bufantes, amplas, detalhes em zíperes, bordados e aplicações em cristal Swarovski, que provam que Glória é mesmo a rainha dos detalhes. As roupas tinham formas curtas e linhas amplas, o couro apareceu em um belo trabalho em calças e as estampas estavam bem leves e femininas. Os vestidos curtos do final do desfile são ótimas opções para as noites mais frescas. Transparências, brilho, tudo digno de uma duquesa, um trabalho que prova a eficiência e elegância da estilista.
Christine Yufon nasceu na China e chegou ao Brasil na década de cinqüenta, foi modelo, professora de etiqueta, escultora e artista plástica. Mas seu trabalho ficou mais conhecido quando teve seus acessórios expostos em todos os desfiles da Neon. O desfile foi adicionado ao calendário de última hora, e foi o primeiro desfile de acessórios do SPFW. As roupas feitas por Dudu Bertholini e Rita Comparato eram quimonos, vestidinhos amplos e simples, tudo para servir como plano de fundo para os acessórios de Christine. Suas peças orgânicas, gigantescas e esculturais são feitas de materiais brasileiros, como sementes e madeira, madrepérola, bronze, acrílico e pedras. Os ossos equilibrados, sementes mutantes, metais retorcidos, cordões, pedras e galhos também apareceram, mas tudo delicado e moderno.
Os colares passeiam por todo o colo, e as pulseiras desenhavam-se nos braços. Peças maravilhosas e perfeitas para um inverno onde acessórios são o diferencial em uma produção.
Os colares passeiam por todo o colo, e as pulseiras desenhavam-se nos braços. Peças maravilhosas e perfeitas para um inverno onde acessórios são o diferencial em uma produção.
Os tão famosos longos de André Lima voltaram a desfilar, ele continuou com o trabalho com recortes e dobraduras que marcaram a coleção passada. Desta vez, as roupas não seguiram uma tendência e um estilo do começo ao fim, com peças leves e pesadas, lisas e estampadas, fluidas e gráficas, o que fez o desfile ficar confuso. Vestidos lisos estruturados, angulosos e pontudos, construídos em tecidos firmes como o cetim, a seda pesada e os tafetás, o que não deixam dúvidas que ele é realmente o rei dos vestidos de festa. Alguns com estampas tipicamente chinesas ficavam meio perdidas em meio aos outros looks. O estilista sabe fazer roupa bem feita, e nesta coleção, aposte nos vestidos longos e lisos de André Lima.
SAMUEL CIRNANSCK
O cenário de Samuel Cirnansck é composto por árvores desfolhadas, chão branco que lembrava neve, e clima sóbrio, frio. O desfile contou a história da queda do Império Russo, e as roupas, dignas de muita pompa, glamour inigualável e impecável, rendas, bordados, plumas e paetês. Na cartela de cores: pérola, bege, verde militar, cereja dourado e preto. Tecidos mais finos e elegantes possíveis.Os bordados que são inspirados no folclore Russo são luxo, decorando vestidos longos e curtos, casacões com mangas amplas, capas de lã pesadas,golas bem estruturadas, uniformes militares, saias volumosas. Princesas, com suas saias farfalhantes, corsets ultrafemininos, cinturinhas de sílfides e rendas que encantam. Roupas especificamente para noites, alguns looks um pouco pesados, mas que contaram exatamente a história do tema. E no final, um vestido de noiva preto maravilhoso, para simbolizar a queda do império.
Um show de alta costura, delicadeza, poder e feminilidade expressos em um desfile teatral.
Um show de alta costura, delicadeza, poder e feminilidade expressos em um desfile teatral.
A Reserva unificou Israel, Jamaica e África em sua coleção que propôs uma mistura étnica. Muitas estampas, algumas coloridas demasiadamente, outras modernas e super usáveis pra homens que têm muito estilo. Tricô, cachecóis com franjas, metalizados, bordados, casacos com belos cortes. As calças sarouel são muito boas para esta temporada, com um ar super moderno e confortável. O étnico apareceu em calças, acessórios, estampas. Silhueta larga, confortável, o estilista acertou nos casacos super estilosos. Alguns looks foram um pouco exagerados e confusos, mas a marca mostrou-se com um DNA forte e moderno.
A UMA é muito moderna, e nesta coleção trouxe um urbanismo e uma mistura de culturas em suas roupas. Os modelos passearam pelo branco, o preto, o marrom, o cru. Tecidos rústicos, esportivos sofisticados, plissados e brilhantes, saias tulipa-envelope, casacos-casulo, coletes acolchoados, casacões pregueados, vestidos amplos, volumes discretos, aplicação diferenciada do crochê (sem dar ar de romantismo), tecidos tecnológicos. A estampa da vez foi a xadrez, que apareceu em vermelho, preto, verde e branco. Roupas diferentes, com estilo, inovadoras, calças sarouel e cenoura dão uma equilibrada no clima metrópole fazendo com que o mais confortável do urbano prevaleça.
Raquel Davidowicz trouxe underground puro, chic e elegante.
Raquel Davidowicz trouxe underground puro, chic e elegante.
Simone Nunes trabalhou com um contraste interessante, utilizou estampas tropicais em peças mais pesadas de inverno, misturou o quente e o frio. O resultado é uma coleção em tons marrons, beges, cinzas com papagaios e hibiscos bordados, muito tricô, sintéticos misturados a materiais ecorresponsáveis (os couros são ecologicamente corretos), casacos com cintura marcada, manteve o shape quadrado nos vestidos curtos, discretamente enfeitados, mas com decotes profundos nas costas. A estilista errou no caimento das peças, que precisavam de mais atenção para os acabamentos, o que pode comprometer na hora das vendas. A idéia foi inteligente, bem Brasil, onde nunca é totalmente inverno.
MARIA BONITA
O tema de inspiração da Maria Bonita foi o mundo circense, que trouxe luzinhas marcando o espaço imaginário de um circo como cenário. A moda conceitual tomou conta da passarela, exibindo planos e formas geométricas em modelagens e estampas (círculos, quadrados, retângulos), macacões, casacos, calças, vestidos amplos, e um trabalho maravilhoso em alfaiataria, além das estampas dèco. Calças cenoura, e pequenas regatas de lã listradas, assim como a malharia em geral e os maxi blazers eram as peças mais fáceis de serem apreciadas e usadas. As cores em branco, preto, cinzas, beges e rosados. Silhueta ampla e roupas que passam longe do corpo, listras e bolas também se manifestaram, os suéteres furadinhos são ótimas opções. Danielle Jensen acertou na coleção que fugiu do óbvio.
ANIMALE
A mulher forte da Animale nesta estação desfilou no tecnológico, futurístico. A alfaiataria requintada e cheia de detalhes, como zíperes pesados e pregas anatômicas, aparece em jaquetas secas com volumes estratégicos e calças de cavalo mais baixo e a transparência aparece em tricôs ultra tecnológicos e vestidos soltinhos. A cartela de cores, é chia de beges, brancos, Off White algumas produções salpicadas com cores mais fortes, como rosa, roxo e amarelo. Estampas futurísticas, modernas, roupas com nervuras, modelagens variadas. A super top Raquel Zimmerman deu um brilho á mais na passarela. Parabéns para a bela iniciativa da Animale de olhar para frente, usar tecidos novos, e não fazer moda resgatando as décadas passadas.
V-ROM
Igor Barros sempre lutou para uma moda masculina mais ousada, o que é raro no Brasil, onde os homens usam roupas mais conceituais. O estilista da V.Rom faz moda de verdade para rapazes.
A coleção trabalhou com couro, alfaiataria e brilhos, e a mistura destes, alfaiataria de modelagens variadas e muito bonitas, shorts, estampas coloridas, jaquetas xadrez e em couro, roupas metalizadas, muitos coletes com botões, e até shortinho estampado. O desfile que é somente masculino, poderia ter deixado de lado os couros mostarda, que deram um ar de sertão, e não caíram tão bem com a modernidade das outras peças. O conjunto de alfaiataria verde, a calça azul metalizada e o look xadrez total funcionaram muito bem.
A coleção trabalhou com couro, alfaiataria e brilhos, e a mistura destes, alfaiataria de modelagens variadas e muito bonitas, shorts, estampas coloridas, jaquetas xadrez e em couro, roupas metalizadas, muitos coletes com botões, e até shortinho estampado. O desfile que é somente masculino, poderia ter deixado de lado os couros mostarda, que deram um ar de sertão, e não caíram tão bem com a modernidade das outras peças. O conjunto de alfaiataria verde, a calça azul metalizada e o look xadrez total funcionaram muito bem.
WILSON RANIERI
Wilson Ranieri fez uma coleção light, leve, nada pesada para esse inverno, com a cartela de cores em ouro, prata, bege, verdes, rosado, mostarda, off White, vermelho e lilás. Vestidos na altura dos joelhos, paletozinhos, calças e camisas com as pregas e assimetrias que mostram o que o estilista adora fazer, o moulage. As modelos usavam belos chapéus, alguns coloridos, mas a maioria bege. Os tecidos passaram de tricot, sarjas de seda, gabardine, seda, veludo modal, até lã paetizada. A marca acertou em cheios nas belas estampas de flores e nos paetês total, que alegraram o desfile.
Uma coleção muito bem elaborada, e para quem quer sair da escuridão do inverno.
Uma coleção muito bem elaborada, e para quem quer sair da escuridão do inverno.
ELLUS
Foi inspirada dos tempos da mineração e nos operários de subúrbios londrinos que a Ellus desfilou. A marca investiu em seu forte certeiro, o jeans, que estavam em boyfriend pants, macacões baggy, shorts com barra dobrada, saias, jaquetas, tudo isso com muitas lavagens que representavam tingimentos. As cores, pretos e acinzentados tomaram conta. O trabalho com o couro é destaque, que pode ser usado em ótimos looks para noite, o couro é trabalhado com a peça inteira, por isso com cortes irregulares, e até avental apareceu (dando ares de uniforme); muita camisa xadrez, que deixa os looks com um ar bem street, botas pesadas e chapéus caubói complementam as roupas. As atenções também estavam voltadas á modelo inglesa queridinha do momento Agyness Deyn, que abriu e encerrou o desfile. Uma coleção comercial, mas moderna e cool.
O ESTUDIO
Roupas por si não foram o centro das atenções do desfile de OESTUDIO, que fez a coleção Fashionz’olhos, que em vez da música, trouxe como trilha sonora um texto narrado por uma voz masculina que falava sobre a cegueira. Como cenário, uma privada soltando bolhas de sabão e uma cortina de fios medindo decibéis. A coleção, tudo em azul, branco, preto, verde, rosa tie-dye, poás e listras ou estampado com mininotas de dinheiro. Em moletom, lã, viscose. Casacos cobertos de nós, vestido com laço nas costas, macacões, casacos com capuz e mangas curtas. Roupas com um estilo muito variado, não seguiram nenhuma tendência do começo ao fim do desfile, não era um desfile só de texturas, nem só de cortes variados, tudo isso, devido ao trabalho com mais pessoas na equipe de criação. Uma bela filosofia como tema, mas muita mistura de estilo nas roupas.
ERIKA IKESIL
O inverno de Erika Ikezili foi cheio de tons pastel, vermelhos, cinzas, beges, pretos, azuis e laranjas. Ela buscou inspiração nos origamis e nos furoshikis (pedaços de tecidos coloridos usados no Japão para embrulhar os mais diversos itens) trazendo o lado tranqüilo do Japão. Nada de mil estampas, nem cores chamativas, a estilista investiu em arremates de crochê, rendas, babados, decotes assimétricos, roupas com muito volume, camadas e cortes variados combinados com cores diferentes. Detalhe para as bolsas de texturas super legais e alças de correntes e os sapatos abotinados. Um inverno doce e delicado.
Reinaldo Lourenço fez um inverno Art Déco, muito diferente de seu verão ultra delicado de louça. Utilizando o vinil, o brilho metalizado do lamê, a combinação prata + ouro + preto e as formas geométricas. Muito Brilho, transparências, franjas, metalizados. Os traços angulosos que marcam o período das artes decorativas aparecem em vestidos e casacos, que são construídos quase que tridimensionalmente. As cores são basicamente preto e vinho, com adição aos metalizados. As modelos estavam desfilando um puro art déco, com um aspecto meio robotizado. A cestaria, o macramê e as franjas de outras coleções, apareceram vestidos tipo tubo, com trama quadriculada, que fazem referência à aglomeração das janelas dos prédios das grandes metrópoles. Uma coleção muito glamurosa e chique, valorizando o lado moderno e ‘urban’ feminino. Não poderia se esperar menos de Reinaldo Lourenço.
CAVALERA
Grife direcionada ao público jovem, a Cavalera fez seu desfile em dois blocos, um azul e outro vermelho. Após um verão um pesado demais e totalmente verde, a marca conseguiu voltar as suas origens e agradar os consumidores. Muito jeans, de ótima qualidade e com mil lavagens, muitas estampas coloridas e de animal também apareceram. O estilo ficou por conta do mix das cores, estampas, modelagem, babados; bastante informação para as produções e uma coleção maximalista. A inspiração veio da festa de Parintins, por isso, toda a mistura de muitos aspectos. Uma imagem meio rocker, punk, urbana, e até feminina. Acertou!
TRITON
A Triton buscou inspiração em Londres, e o que tem em Londres? A guarda real, os modernos, os punks, os roqueiros, os executivos. Muito Xadrez, saias com volume, vestidinhos estampados, jaquetinhas , broches de realeza e militares, e até coroas apareceram. Muitas peças tendência. A estilista pode ter errado em algumas peças, mas o que ela sabe fazer de melhor são as calças, ora justas, ora amplas ou com arame arredondado ao lado. Uma coleção jovem com um ar punk, e com ótimo futuro de vendas.
HUIS CLOS
A Huis Clos é conhecida pro fazer moda simples e chic. E dessa vez, Clô Orozco inovou, atingindo também as mulheres sexy, mas adaptando aos padrões da marca, na medida certa.
Muito preto, transparências, peças curtas, decotes V, macacões e túnicas, correntes no lugar de alça. Vendo esses aspectos, na Huis Clos, fazem apenas um sexy sutil e delicado, roupas que continuam a agradar quem já era fã da marca. Alfaiataria, calças justas, veludo, e poucas peças com silhuetas secas. A Huis Clos faz moda de alta qualidade, para mulheres práticas e chics.
Muito preto, transparências, peças curtas, decotes V, macacões e túnicas, correntes no lugar de alça. Vendo esses aspectos, na Huis Clos, fazem apenas um sexy sutil e delicado, roupas que continuam a agradar quem já era fã da marca. Alfaiataria, calças justas, veludo, e poucas peças com silhuetas secas. A Huis Clos faz moda de alta qualidade, para mulheres práticas e chics.
O inverno de Fabia Bercsek é muito romântico, com um ar street. Ela se inspirou na história da vitória-régia, vestidinhos soltos, saias, shortinhos, macacões com transparência, e o rosa foi o que contrastou com o preto e com as estampas. As jaquetinhas de couro são sensação, moletons, casacos e alguns vestidos com leggins são looks espertos. Fabia não inovou muito nem ousou, mas investiu no que ela sabe que as consumidoras gostam.
2ND FLOOR
A segunda marca da Ellus, se inspirou em aviões e fez, literalmente, roupas que desfilaram nas nuvens. O cenário da 2nd Floor era lotado de balões branquinhos e gelo seco, e a coleção com as cores marinho, marrom e cinza, iluminado aqui e ali por toques de amarelo e laranja. O mix do marrom com outras cores retro, deu os ares de aviação. Calças e saias amplas, vestidos armados, ora se contradiziam com silhuetas sequinhas e marcadas na cintura. Paetês e estampas eram mostrados em formas de avião. Os jeans que são um forte da marca não apareceram muito, mas a estilista acertou num inverno jovem e bonito.
CARLOTA JOAQUINA
Quando a Carlota Joakina entrou na passarela e o clima descontraído tomou conta, uma coleção muito delicada e feminina se apresentou. Muita malha, muita listra, muita tacha. Moletons com capuz e manga curta, bolero de cubos mágicos, maiô de aqualouco, casacos com franjas de correntes, calças justas com o cavalo baixo, vestidinhos soltos de malha, leggings de todos os jeitos, casacos metalizados e matelassados, minissaias justas e rodadas. As modelos pareciam ter saído de um vídeo game, e as roupas prometem agradar os jovens. As meias calças estampadas eram super legais e modernas.
LINO VILAVENTURA
Todos sabem que Lino Villaventura não segue tendência, faz sua própria moda com um estilo impecável e com um luxo que poucas marcas conseguem atingir. Uma coleção 100% preta, roupa, maquiagem, meia calça, sapato; mas o estilista fez o que ele sabe fazer de melhor: nervuras, plissados, bordados. Cortes e recortes moldaram silhuetas cheias de glamour, revelando decotes insinuantes, golas atrevidas, detalhes inesperados. Tules, organzas e jacquards se transformaram em vestidos curtos, longos e semilongos. Tudo na medida perfeita da elegância, camadas e camadas, preto sobre preto, textura sobre textura. Reto, godê, plissado e matelassado. A sensualidade da melhor maneira conceitual, puro luxo.
DO ESTILISTA
Inspirada na porcelana holandesa de Delft, a coleção de inverno da grife Do Estilista fez um patchwork de estampas, listras, pois e quadriculados sempre em azul, branco e, vez ou outra, o preto. Marcello Sommer viaja para Holanda todo ano, e de lá, veio sua inspiração.
Muito geométrico, minissaias com a barra arredondada e abas laterais criam um falso quadril e deixam as modelos mais sensuais. Calças sequinhas com listras ou estampadas com babados, casacos com estampas de azulejo, interpretadas de diversas formas, tudo azul e branco, jaquetinhas bem estruturadas com blusas justas por baixo. Os tecidos: georgette de seda, flanela, viscose estampada, veludo, moletom e lã. Roupas com desenho, geometria, arquitetura circular, formando um look monocromático e uma coleção bonita, delicada.
Muito geométrico, minissaias com a barra arredondada e abas laterais criam um falso quadril e deixam as modelos mais sensuais. Calças sequinhas com listras ou estampadas com babados, casacos com estampas de azulejo, interpretadas de diversas formas, tudo azul e branco, jaquetinhas bem estruturadas com blusas justas por baixo. Os tecidos: georgette de seda, flanela, viscose estampada, veludo, moletom e lã. Roupas com desenho, geometria, arquitetura circular, formando um look monocromático e uma coleção bonita, delicada.
A Forum Tufi Duek trouxe a mulher super sexy selvagem, inspiração dos cavalos selvagens. Coleção quase inteira preta, jaquetas perfecto com bordados em prateado, couro, estampas de pelo e de animais , decotes V, cintura marcada em algumas roupas e modelagem ampla em outras, calça também para todos os gostos, justas e com o cavalo mais baixo Os vestidos estão mais curtos e soltinhos, mas com modelos muito interessantes, além de leggins, roupas off-whitte também desfilaram amplas, justas, estampadas e até com franjas. Muito ‘um ombro só’ apareceu, confirmando que a tendência ombrée continua nessa estação. Os longos estão glamurosos, esbanjando charme para a noite. A mulher Forum Tufi Duek é sensual e forte, com personalidade própria. O estilo está bem diferente da coleção anterior, mas promete agradar muito as consumidoras.
ALEXANDRE HERCHCOVICH feminino
Alexandre Herchcovitch(Fem.) transformou o caos de cidades grandes (como São Paulo), milhares de carros, muros pintados, placas, outdoors, milhões de pessoas nas ruas em moda pura. Casacos com várias camadas – em um mix de tecidos e cortes impressionantes –, calças que parecem sobrepostas, mas que na verdade são uma única peça, vestidos que têm a frente recoberta por paetês e nas costas mostram um forro de georgette de seda estampada. Estampas super diferentes e nada previsíveis, (previsível é uma palavra que jamais descreveria Alexandre) paetês, listas com pontos de luz, misturas, luzes, brilho. Muita cor no começo do desfile, e no final, pretos totais. Roupas para ficar olhando por muito tempo, que carregam um mistério como são na verdade. Urbanismo transformado em roupas delicadas, elegantes e sofisticadas.
RONALDO FRAGA
Ronaldo Fraga adora contar histórias através de seus desfiles, e para o outono/inverno 2009 ele se inspirou no espetáculo ´Giz´ de Álvaro Apocalypse para o grupo de teatro de bonecos Giramundo. O texto trata de abandono e desamparo, “do início e do fim do traço”. E a palavra que pode descrever o show que ele apresentou é emoção. Tanta era a emoção que arrancou lágrimas da platéia presente. Para narrar o espetáculo, Ronaldo deixou as modelos magras, altas e lindas de lado, para apenas desfilarem nas passarelas idosos e crianças. Esse foi um dos aspectos mais impressionantes do desfile. Homens e mulheres, acima dos 65 anos, cabelos brancos, baixa estatura e rugas no rosto fizeram um excelente papel, impecáveis nas roupas do estilista mineiro. Na cartela de cores, off-white, cinza, cru e preto entremeados por pontos de pink e vermelho. O tecidos vão do tradicional algodão, passam pela seda para terminar nas lãs sem tingimento , algumas peças como leggins eram furadinhas. Tudo com uma silhueta ampla, que caiu muito bem a todos os ‘modelos’. Os sapatos eram tão delicados que pareciam ser feitos especialmente para quem usou. As estampas, o cenário, tudo maravilhoso. Muito mais que um desfile. Um verdadeiro Show, que ensinou que moda e beleza não tem idade.
ISABELA CAPETO
Iniciando o Segundo dia de desfiles, Isabela Capeto buscou inspiração nos vikings da Escandinávia, mantendo o ar de delicadeza e romantismo que a mulher consumidora da marca adora. Preto, verde-musgo, marrom, xadrez, listrado, estampas com um ótimo caimento marcaram o desfile, vestidos mídi, soltos com detalhes artesanais. O Preto equilibrou perfeitamente as estampas maravilhosas, destaque para os casacos xadrez, os tecidos quentes como flanela, o tricô de ponto grande, plissados, bordados, coletes com camisas justas, calças retas de cintura alta ajustadas ao corpo e também as boyfriend pants. A estilista deu um show de interpretação trazendo roupas lindas para esse inverno, com um acabamento impecável fez um ótimo tropicalismo á moda nórdica. Vale ressaltar que a Isabela sabe que moda e beleza andam de mãos dadas , usando nas modelos um penteado com dois coques ao alto da cabeça que representavam o chapéu com chifres que os vikings usavam nas batalhas. Os megacílios tinham a ponta branca e ainda recebiam glitter. Max Weber que assinou pela beleza no desfile, compreendeu a inspiração da marca.
A Colcci usou apenas três cores em seu desfile: branco, preto e cinza. Referências militares, um perfume 1980 pelos casacos acolchoados, muito couro, jeans escuros justos e de cintura alta, uma rendinha e um xadrez aqui e ali, vestidos longuete lindos de cetim preto com recortes, e alguns com laços e outros detalhes, corsets marcando a silhueta bem seca, jaquetas e camisetas curtas com botões. A coleção está à altura da marca jovem, apenas poderia ter dispensado o excesso de couro. A estilista manteu o padrão das roupas ao decorrer de todo o desfile, fazendo moda de verdade como a clientela da grife adora. Vamos ressaltar a presença estrelada na passarela de Gisele Bündchen (a número um do mundo), Rodrigo Hilbert, Daiane Conterato, Ana Claudia Michels, Bruna Tenório, Viviane Orth e Natalie Edenburg.
A cartela de cores de Priscila Darolt parte do off-white, passa pelo bege, flerta com o azul e termina no preto, no desfile elegantemente curto. Não é novidade que a estilista adora volumes e usa-os com cuidado e delicadeza, somando-se a uma silhueta ampla, mas elegante. Os zíperes nos casacos e vestidos deram um ar 'cool'.
As roupas da Cori foram construídas aproveitando o que a marca tem de melhor: a alfaiataria. Calças, blusas, casacos, saias e vestidos foram construídos a partir disso. Modelagem seca e ajustada ao corpo. Poucas estampas, a marca apostou mais nas cores (azul, verde, laranja, vermelho, cinza, salmon) em contrapondo com o preto, na maioria dos looks. Risca de giz, vestidos com gola do tipo camisa, botões, cintos coloridos e couros também apareceram. Poderiam ser dispensados o terno de couro com uma perna azul e outra vermelha e o vestido de couro amarelo e marrom, mas de resto Dudu Bertholini e Rita Comparato acertaram, o desfile estava lindo, com roupas usáveis, práticas e com estilo.
MARIO QUEIROZ
Mario Queiroz faz moda para homens, moda comercial, mas caprichada. Cores como marrom, azul marinho, verde-musgo, vinho, roxo e cinza se manifestaram em calças e estampas que deixam um inverno alegre. Camisas com suéter de tricô, agasalhos com estampas, e uma blusa roxa com uma manga ampla e a outra ajustada trouxeram um ar jovem as roupas.
OSKLEN
A Osklen teve como cor predominante o cinza e como tecido-chave do desfile, o moletom, peça básica do inverno. A partir daí, ele mesclou algumas cores, trabalhou com formas e texturas do moletom, fazendo vestidinhos super confortáveis, calças, novas blusas de lã com tiras de moletom trançadas. Usando o moletom como shape em materiais como seda, couro e jeans, ou mesmo resinando o moletom e criando um efeito de couro, mais armado Oskar Metsavaht fez roupas inteligentes, confortáveis e elegantes com pegada street.
F H
Abrindo a semana de moda de São Paulo a F H de Fause Haten não deu atenção a crise desfilando ao som da orquestra de Heliópolis e com looks exuberantes, específicos para noites glamurosas, variando a silhueta a todos os gostos, das slim, ás máxis. Os tecidos usados para as roupas foram os mais nobres, muito tafetá, tule, cetim; e os detalhes ficaram excessivos com drapeados, plissados, maxi-golas, mangas bufantes, bordados, laços, entre outros. Cores como branco, amarelo, salmon, coral e vermelho fizeram a coleção sair do clichê só preto no inverno, mas as roupas se tornaram produções muito pesadas mesmo para as festas. Um trabalho bonito e bem feito, mas um pouco pesado.
E OS LOUNGES também trouxeram muito GLAMOUR e o tema brasilidade foi muito bem abordado por todos... deixo aqui o meu parecer... .
BANCO DO BRASIL ESTILO
Patrocinador oficial do evento e do estilista Ronaldo Fraga, que desde sempre traz em suas coleções o brasileirismo, totalmente alinhado ao tema que hoje é abordado por toda a SPFW e os espaços da Bienal. Neste lounge, que apresentou muito ESTILO próprio na ambientação, com pimentas em frascos exuberantes, temperos exóticos, espaço relax em contraponto com as mesas de botequim, tudo isso ao som brasileirissimo de MPB e samba de raiz. Ações como a customização em tiaras e massagens relaxantes aos convidados fizeram parte do contexto, além do "Vá ao SPFW com estilo", ação do BB para levar 2 funcionários ao evento, dentre os seus 100 mil. Tudo isso para mostrar um banco tão imponente apostando na Moda Brasileira.
Sucesso Total!
Patrocinador oficial do evento e do estilista Ronaldo Fraga, que desde sempre traz em suas coleções o brasileirismo, totalmente alinhado ao tema que hoje é abordado por toda a SPFW e os espaços da Bienal. Neste lounge, que apresentou muito ESTILO próprio na ambientação, com pimentas em frascos exuberantes, temperos exóticos, espaço relax em contraponto com as mesas de botequim, tudo isso ao som brasileirissimo de MPB e samba de raiz. Ações como a customização em tiaras e massagens relaxantes aos convidados fizeram parte do contexto, além do "Vá ao SPFW com estilo", ação do BB para levar 2 funcionários ao evento, dentre os seus 100 mil. Tudo isso para mostrar um banco tão imponente apostando na Moda Brasileira.
Sucesso Total!
TAM
Vencedora do troféu de melhor comidinha de lounge, com a Casquinha de Camarão com Farofa de Dendê - buffet Brasil a Gosto, de Ana Luiza Trajano, a TAM trouxe peças exclusivas de decoração, garimpadas como esmeraldas por todo o Brasil - além do conhecido eixo Rio-SP, mas também norte, sul, nordeste e centro-oeste, onde nossa autenticidade tem as suas raízes. O som regional e contagiante de tambores e batuques integrava os convidados , que eram ainda presenteados com uma garrafinha de areia com a escrita SPFW e com a presença de famosos, como o estilista Walério Araujo, queridíssimo da semana de moda de Casa de Criadores.

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O belissimo vestido branco de Lino Vilaventura, transformado, por uma bordadeira, em uma perfeita obra de arte com pedrarias, encheu os olhos de todos que passavam pelo stand. Moda vai além do glamour, moda é autenticidade.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Em uma passada rapidinha pelo espaço do Estado de São Paulo - afinal, o frissom não deixava que nada fosse perdido, viu-se a nostalgia e a gala de décadas passadas. Lá brilharam a noite dos cabarets dos anos 30 e a réplica do lustre do Hotel Glória no Rio de Janeiro. Sucesso com estilo de época.

L'OFFICIEL
Fazendo seu debut na SPFW, a revista teve seu destaque com um lounge clean e requintado. Com convidados em estilos impecáveis, contou com a colaboração das lingeries e jóias da Casa Leão, e com a presença extravagante das drag queens, que posaram e divertiram a todos.

Fazendo seu debut na SPFW, a revista teve seu destaque com um lounge clean e requintado. Com convidados em estilos impecáveis, contou com a colaboração das lingeries e jóias da Casa Leão, e com a presença extravagante das drag queens, que posaram e divertiram a todos.


VOGUE
Aliando brilhantemente o requinte habitual e a arte e cultura indígenas, colombos, quadros históricos, peças de decoração e acessórios diversos retrataram a história do Brasil, em uma total coerência com a temática SPFW deste ano. A Hering, cuja trajetória sempre renovadora mistura-se a cultura brasileira, foi patrocinadora do lounge, mostrando sua parceria com a Vogue: as camisetas e vestidos em tecido natural entregues a todos os convidados. A Hering é sempre presente.
Aliando brilhantemente o requinte habitual e a arte e cultura indígenas, colombos, quadros históricos, peças de decoração e acessórios diversos retrataram a história do Brasil, em uma total coerência com a temática SPFW deste ano. A Hering, cuja trajetória sempre renovadora mistura-se a cultura brasileira, foi patrocinadora do lounge, mostrando sua parceria com a Vogue: as camisetas e vestidos em tecido natural entregues a todos os convidados. A Hering é sempre presente.
FACULDADE ANHEMBI MORUMBI
A educação é mais que necessario, é fundamental. E com um dos mais belos uniformes da SPFW, a faculdade Anhembi trouxe requinte com um buffet impecável, elaborado por chefs e estudantes do curso de gastronomia da faculdade. A descontração e o link com a temática geral ficou por conta das apresentações de danças regionais, e a ginga brasileiríssima da famosa e "toda nossa".... "capoeira"! E a presença do professor e estilista Mario Queiroz junto a diretores e convidados.






OI
Nada de bloqueio!!! Passagem liberada também para o estilo, no lounge da OI, que trouxe palestras, muito som dance e cores quentes e fortes. Vibração total. Talk Show com famosos, debatendo sobre a moda brasileira, fez a interação entre os presentes.
Nada de bloqueio!!! Passagem liberada também para o estilo, no lounge da OI, que trouxe palestras, muito som dance e cores quentes e fortes. Vibração total. Talk Show com famosos, debatendo sobre a moda brasileira, fez a interação entre os presentes.
+ ou -
Neste espaço SPFW trouxe a saúde em primeiro lugar, e vamos nos prevenir. O teste de HIV que saia em 5 minutos e a concientização do uso de preservativo, fatos e realidade. Se o resultado der - continue se prevenindo e se der + o Ministério da Saúde oferece acompanhamento gratuito pelo SUS para cuidar bem da sua saúde!


WGSN
Luzes e lustres em tecidos, minimalismo no estilo e muito bom gosto, trouxeram ao lounge mais que o requinte e a tecnologia, marcaram a inovação, o verbo criar em todos os sentidos!

Luzes e lustres em tecidos, minimalismo no estilo e muito bom gosto, trouxeram ao lounge mais que o requinte e a tecnologia, marcaram a inovação, o verbo criar em todos os sentidos!

MELISSA
Outra empresa ligada a moda, que confunde-se com a nossa história.... Qual garota nunca teve uma melissinha???? A todo vapor, revigorada agora com a exuberância da cultura africana, seu lounge fez a feliz associação com os desenhos da preciosa Esther Mahlangu. Os desenhos africanos, cheios de beleza e encanto, deram vida e arte ao papel de parede do lounge, e foram fonte de inspiração para a criação fashionista do calçado.

Outra empresa ligada a moda, que confunde-se com a nossa história.... Qual garota nunca teve uma melissinha???? A todo vapor, revigorada agora com a exuberância da cultura africana, seu lounge fez a feliz associação com os desenhos da preciosa Esther Mahlangu. Os desenhos africanos, cheios de beleza e encanto, deram vida e arte ao papel de parede do lounge, e foram fonte de inspiração para a criação fashionista do calçado.

ABIT
Foi além da cultura brasileira, trouxe a cultura de nossa terra-mãe, com um ambiente todo azulejado, remetendo aos famosos, estilosos e luxuosos azulejos portugueses, com o diferencial das carinas de Carmen Miranda estampadas em todas as peças. Apropriada e feliz coincidência, o português de nossas raízes, o português de Carmen Miranda.


HAVAIANAS
As originais sempre! A SPFW esteve recheada das marcas que realmente "marcaram" nossa história e comportamento. Se consumir é cultural, usar Havaianas é duplamente cult. Mais que básico, este hit, hoje, é marca de estilo. Neste lounge colorido e animado, pude me presentear com as mais novas havaianas, lindas, com tiras transparentes em diversas cores e modelos. Vale um destaque: a festa de inauguração da loja Havainas no bairro dos Jardins em SP, uma loja de extrema elegância e bom gosto e que foi inaugurada em paralelo ao evento. Eu tive o prazer de estar por lá!!!

As originais sempre! A SPFW esteve recheada das marcas que realmente "marcaram" nossa história e comportamento. Se consumir é cultural, usar Havaianas é duplamente cult. Mais que básico, este hit, hoje, é marca de estilo. Neste lounge colorido e animado, pude me presentear com as mais novas havaianas, lindas, com tiras transparentes em diversas cores e modelos. Vale um destaque: a festa de inauguração da loja Havainas no bairro dos Jardins em SP, uma loja de extrema elegância e bom gosto e que foi inaugurada em paralelo ao evento. Eu tive o prazer de estar por lá!!!

E AGORA EU.... BRUNO TAJES: GNT FASHION em gravação
Winits, a madame que quer ganhar brindes e Tajes, o fashionista que se escandaliza com a postura discrepante da personagem...
Winits, a madame que quer ganhar brindes e Tajes, o fashionista que se escandaliza com a postura discrepante da personagem...
E NOS CORREDORES DA BIENAL, desfrutamos de estilos de todas as formas, como a verdadeira mistura brasileira: o requintado e o básico, do mais luxuoso e exagerado até o rudimentar e artesanal. Enfim, mantivemos contato com pessoas ligadas à moda sob todos os ângulos e olhares, e com fashionistas como o estilista Carlos Alves - Tropicalia Brasil, novíssimo talento, que trouxe, com conveniência e propriedade, todo o regionalismo e folclore brasileiro, com suas bolsas e acessórios fantásticos. Este estilista emocionou-me ao contar sua história e ao mostrar sua obra de arte, feita de retalhos retirados do lixo do bairro do Bom Retiro, em SP. O lixo transformado em arte, embutido de todo tipo de valores, como a moda deve ser. Um talento que não pode deixar de ser apreciado.
A elegância dos colunistas de moda...
As divas das passarelas...
E a edição 2009 da semana de moda brasileira finalizou com muito som, energia positiva e centenas e centenas de bolas coloridas jogadas sobre o publico, que se divertia ao som de musicas populares brasileiras. E a SPFW e todos os participantes disseram a que vieram... e deram o seu recado! Parabéns!
Materia jornalistica: Bruno Tajes e Isabela Serafim
Fotografias: Bruno Tajes, Agência Fotosite e Chic!Gloria Kalil












